VEGETAIS: ESSENCIAIS PARA A NUTRIÇÃO DO SEU COELHINHO

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Boa Noite !

Aqui um breve texto sobre a importância dos vegetais frescos , retirado de um livro escrito por uma veterinária italiana que há anos dedica – se a estudar e pesquisar sobre a dieta ideal dos nossos amiguinhos:

” Contrariamente ao que se acredita, o coelho deve sempre ter a disposição grande quantidade de vegetais frescos , que vão sendo introduzidos em sua dieta gradualmente , um por vez. Eles podem comer qualquer tipo de vegetal para uso humano com atenção ao que podem causar fezes mole. O importante é que estejam frescos, bem lavados e à temperatura ambiente. Para assegurar – lhe uma dieta balanceada, oferecemos vegetais diversos diariamente.” – Marta Avanzi ( Il coniglio nano e le altre razze da compagnia).

Dentre os vegetais liberados estão : couve, couve de Bruxelas, brócolis, repolho , espinafre, rucula, agrião e acelga ( estes devem ser dados com moderação devido a quantidade de cálcio presente que podem ocasionar cálculo renal ); radiche, almeirao, chicória, catalonia, folhas de cenoura, cenoura, salsinha, mangericao, alfafa fresca.

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O feno é importante para garantir o bom funcionamento intestinal assim como o desgaste dos dentes que estão continuamente em crescimento.

As frutas também podem ser dadas em pequenas porções mas atencao: nunca como a refeição principal, mas como sobremesa.

Água fresca e ração devem sempre estar disponíveis para o coelho.

Assim como precisamos de alimentos variados para garantir uma boa nutrição, assim deve ser com os nossos fofuchos. Ofereça variedade para garantir ao seu coelho sabor e qualidade de vida.

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Coelhos não são roedores!

Coelho é um mamífero da ordem dos lagomorfos e família dos leporídeos. Possui orelhas e pernas compridas, tem a cauda curta e não sobressai como corredor. São todos herbívoros, e diferem dos roedores por terem dois pares de dentes incisivos no maxilar e um par pequeno imediatamente atrás do par maior. Seus membros anteriores terminam por cinco dedos, os posteriores por quatro e todos providos de unhas.

O coelho assenta apenas os dedos no chão levantando o metacarpo e o metatarso; é, portanto, como a maioria dos roedores, um animal semi-plantígrado. O pelo varia conforme a raça. Pode ser liso e curto, bem peludo com pelos mais longos e até com o pelo meio enrolado.

A maior parte de suas espécies costuma abrir galerias subterrâneas, onde diversas gerações se sucedem nos mesmos ninhos. Quando em movimento, identifica-se facilmente pelo seu estilo de corrida em apertados ziguezagues. Vive em zonas onde o mato é abundante, preferindo os terrenos secos e arenosos, mais fáceis para a construção de tocas.

A alimentação é constituída essencialmente por plantas herbáceas, raízes, grãos e mesmo cascas suculentas de algumas árvores. É um animal de hábitos noturnos e crepusculares, embora possa ser visto durante o dia quando não há interferência humana. Vivem em colônias, que, em caso de densidades elevadas, podem atingir a 20 indivíduos. O coelho reproduz-se quase todo ano, embora seja mais ativo entre março e maio. Com um período de gestação de apenas 28/33 dias, cada fêmea tem três a sete ninhadas por ano, produzindo cada ninhada entre duas a sete crias, cegas, surdas e sem pêlo, que, ao fim de 3,5 meses no caso das fêmeas e 4 meses no caso dos machos, já estão aptas a reproduzir. Tem uma longevidade máxima de nove anos.

RESUMINDO
Nome Científico: Oryctolagus cuniculus.
Nome popular: Coelho.
Distribuição geográfica: Ele vive em lugares com muito verde. Pode ser encontrado em todas as regiões do Brasil.
Habitat natural: Sua origem é no Norte da África (Marrocos, Tunísia) e Europa (Espanha). Hábitos alimentares: Herbívoro. Come grandes quantidades de folhas, raízes, caules, grãos e cascas de algumas árvores. Coelhos domesticados comem frutas, alguns legumes e verduras verdes escuras, além de ração própria para coelhos.
Tamanho: De 18 a 30 centímetros.
Peso: 3 a 4 kg.
Período de gestação: 30 a 40 dias, de 3 a 6 ninhadas por ano com 4 a 12 filhotes. Assim, a coelha pode chegar a ter 70 filhotes em um ano.
Tempo médio de vida: 5 a 10 anos.

O que preciso saber sobre coelhos antes de adotar

Sabe-se hoje o quanto um coelho pode ser inteligente, vivaz, sensível, afetuoso, interessante e pleno de personalidade e, devido a estas características, mais que ao seu aspecto doce, é que muitas pessoas o escolhem como companhia no lugar dos tradicionais cães e gatos. Mas apenas a quem é disposto a dividir a casa com um coelho, o tempo e a atenção que merece e a trata-lo com respeito, o coelho revela um mundo completo e fascinante, que é a sua realidade.

No entanto, é um pensamento errôneo achar que um coelho seja um animal fácil de cuidar e manter e perfeito para as crianças. Na realidade, se trata de uma criatura delicada, completa e exigente: para consentir-lhe viver bem e por muito tempo, quem se ocupa de cuidar de um coelho deve conhecer bem as suas necessidades e seu comportamento natural. Mas a quem está disposto a acolhê-lo com respeito e a entrar em sintonia com ele, um coelho trará grandes emoções.

Certamente, um coelho não é um animal para todos. Não é um animal pra deixar preso numa gaiola para que contemple o mundo atrás das grades, nem é apto para satisfazer nosso ego obedecendo nossas ordens e comandos, e frequentemente, não é um animal para se ter no colo porque não gosta de ser erguido do chão. Também não é um animal para ser manipulado por crianças por causa de sua fragilidade e pela facilidade com que se machuca se deixado cair (acidente quase inevitável com crianças de pouca idade) e tampouco é o animal ideal para quem não pode renunciar a uma casa perfeita e não está disposto a fazer algumas modificações necessárias para que o coelho viva em liberdade, ou que não seja paciente e fique nervoso quando vê aquelas bolinhas de fezes no lugar errado ou sinais de seus dentinhos em algum móvel.

Um coelho é um animal que exige certo empenho, como cuidados e atenção constante, uma assistência veterinária qualificada, uma alimentação adequada e muito espaço. Exige também uma grande dose de humor e a convicção que uma criatura viva seja mais importante do que a decoração da casa. E exige tempo, para adestra-lo a usar a caixa higiênica, a não destruir a casa, mas, sobretudo para permitir-lhe ter com a família aquela interação social que é parte integrante de seu bem-estar.

Quem acolhe um coelho entre as paredes de uma casa deve fazê-lo com consciência, refletindo com antecedência sobre o empenho que representa essa escolha, e estar disposto e cuidar dele por 10 anos ou mais. Por outro lado, a alegria que esse pequeno ser traz a nossa casa e o afeto que suscita e troca conosco compensa qualquer pequeno sacrifício. A resposta ao porque escolher um coelho como companhia é muito simples: porque é incrível o modo com o qual este pequeno grande animal é capaz de capturar o nosso coração e de dar-nos alegria.

A ESCOLHA
Quando se escolhe um animal que nos fara companhia por muitos anos é importante evitar agir por impulso: a decisão de adotar um animal deve ser ponderada e com muita consciência, e são tantos os fatores para levar em consideração. Frequentemente se escolhe apenas pelo aspecto exterior de um animal, enquanto que o elemento mais importante – a personalidade de um coelho – apenas poderá ser avaliada com o tempo, quando o animal estiver mais maduro e familiarizado com o seu novo ambiente.

A IDADE
Jamais podemos adotar um coelho muito pequeno. De fato, quando é tirado da proteção da mãe muito cedo, não apenas não terá condições de se socializar adequadamente (e, portanto, de amadurecer psicologicamente), mas também será particularmente delicado do ponto de vista da saúde. A idade mais indicada para ser adotado é depois de seis semanas de vida.
Optar por um coelho mais velho, por não ter sido vendido numa loja, ou um coelho de poucos anos que foi abandonado, poderá ser uma escolha absolutamente válida. Um coelho adulto é perfeitamente capaz de se afeiçoar à sua nova família e, além disso, oferece a vantagem de que se é possível compreender o seu caráter.

A RAÇA
Contrariamente ao que se acredita, o caráter de um coelho é uma questão individual e não depende da raça. Outro difuso preconceito é que existem coelhos” de companhia” e coelhos “para serem consumidos”. Trata-se, na realidade, sempre do mesmo animal. Os coelhos criados devido à sua carne, quando são salvos desse terrível destino e criados como animais de estimação, revelam-se sempre adoráveis companhias.

O SEXO
O sexo influencia muito pouco sobre a personalidade de um coelho, sobretudo se o animal for esterilizado, o que é aconselhado a se fazer. A castração é mais fácil nos machos e isso pode ser um fator que pode influenciar a escolha. Mas se decide ter juntos dois coelhos, um casal do sexo oposto (que devem ser ambos castrados) é a melhor escolha. Dois machos tendem a brigar muito.

A SOLIDÃO
Os coelhos, por natureza sociável, sofrem de solidão e são seguramente mais felizes se podem viver com um companheiro, inclusive humano. Porém, se sabemos que ao nosso animal lhe dedicaremos pouco tempo, poderá ser uma boa ideia adotar logo dois coelhos (sempre castrados), sobretudo no caso de serem muito jovens, pois não terão dificuldade de encontrar a justa sintonia, mesmo se não forem da mesma proveniência. Outra solução consiste em adotar um casal já adulto que convive ha bastante tempo.

ONDE ENCONTRAR UM COELHO?
A resposta mais obvia – as agropecuárias e pet shops – não é absolutamente a melhor. De fato, nas lojas que vendem animais se encontram coelhos de idades muito tenras (três-quatro semanas) provenientes de criadores clandestinos. Esses coelhos são colocados à venda justamente por causa de seu pequenino tamanho e, portanto, mais fáceis de vender. Esses pequeníssimos animais são muito delicados e, além disso, se encontra na difícil fase do desaleitamento, quando seu aparelho digestivo é mais exposto aos riscos da mudança de alimentação. Frequentemente são infectados por parasitas e portadores de micose. Animais assim jovens não são bem socializados e podem desenvolver um estado de muito medo. Ao estresse da separação de sua mãe acrescenta-se o estresse da separação de seus irmãos e aquele da chegada a um ambiente desconhecido e cheio de incógnitas. Por isso, o mercado de animais é uma escolha desaconselhável: os vendedores são inescrupulosos e não se importam em vender inclusive animais doentes.

E para finalizar: porque – e infelizmente, os coelhinhos são adquiridos por um impulso de momento, e frequentemente para as crianças que depois se cansam de cuida-los, muitos são abandonados e em seguida, acolhidos por voluntários que procuram para eles numa nova casa. A solução é, portanto, optar sempre por adotar um coelho, geralmente já adulto e castrado, pronto a dar e receber afeto a quem esteja disposto a oferecer-lhe uma segunda oportunidade.